O PAPEL DA ESCOLA NA PRODUÇÃO DE CORPOS CULTURALMENTE REFUGIADOS: uma experiência angolana do autor em um diálogo com a sua avó

Autores/as

  • Ezequias Adolfo Domingas Cassela ISCED-BiÉ

DOI:

https://doi.org/10.37334/eras.v15i4.334

Palabras clave:

Escolas angolanas, Ndzili, Formação de professores, Corpo culturalmente refugiado, Relações de poder

Resumen

Este estudo analisa o papel das escolas angolanas como agentes na produção de “corpos culturalmente refugiados”, indivíduos compelidos a abandonar suas identidades culturais em favor de normas escolares moldadas pela hegemonia ocidental, visando à aceitação social e acadêmica. Partindo da experiência pessoal do autor no contexto sociocultural Vangangela, o artigo utiliza um diálogo com sua avó para evidenciar como a hegemonia escolar dilui identidades culturais locais. A análise fundamenta-se em Michel Foucault, argumentando que as escolas funcionam como instrumentos de poder que promovem a adoção de valores eurocêntricos. Metodologicamente, adota-se a lógica do Ndzili, conceito da língua Ngangela que representa a “energia interna” essencial para nutrir e preservar a cultura, respeitando o movimento de dentro para fora. A articulação entre o discurso de dentro (falas da avó) e ideias de fora (como as de Foucault e outros pensadores) sustenta um diálogo intercultural que valoriza saberes alternativos e identidades plurais.

Publicado

2024-12-30