AZOL: caligrafias de narrativas ancestrais
DOI:
https://doi.org/10.37334/eras.v15i4.341Palabras clave:
Azol, caligrafias de narrativas ancestraisResumen
O ensaio explora a obra do artista Azol, destacando sua abordagem experimental e narrativa. Formado em Cinema e Artes Gráficas, Azol trabalha com pintura, colagem, videoarte e fotografia, sempre desenvolvendo séries que contam histórias visuais. Seu processo criativo busca tanto o conhecimento histórico quanto a introspecção humana. Uma de suas séries, Sagrado, ressignifica santos devocionais da Igreja Católica, aproximando-os da estética do mito e do imaginário coletivo. Já O Sertão Virou Mar inspira-se na arquitetura do Castelo de Zé dos Montes, utilizando elementos góticos e árabes para compor uma linguagem pictórica única. Na série Estética do Cangaço, Azol retrata a simbologia dos cangaceiros, explorando cores, texturas e formas que sugerem movimento e profundidade histórica. Em suas fotografias, usa manipulações digitais para destacar a aridez e a luminosidade dos sertões, criando composições visualmente marcantes. A série A Natureza Íntima das Coisas investiga a subjetividade humana por meio de formas abstratas e cores intensas, evocando sensações e mistérios internos. Já em seus Últimos Trabalhos, ele revisita temas como o sagrado e a geometria, explorando a figura humana com um olhar simbólico e introspectivo. Azol constrói uma linguagem visual que transcende regionalismos, promovendo um diálogo entre tradição e contemporaneidade. Sua obra se destaca pela riqueza estética e pela capacidade de despertar reflexões sobre identidade, memória e a própria essência da arte.