A MULA SEM CABEÇA: uma análise comparativa entre duas versões da figura lendária dentro do imaginário coletivo sacro latino
DOI:
https://doi.org/10.37334/eras.v16i2.337Palavras-chave:
Mula Sem Cabeça, Literatura cordel, Tradição oral, SimbolismoResumo
Este artigo visa comentar a lenda A Mula Sem Cabeça a partir de duas versões diferentes: uma narrativa oral colhida de um morador do interior nordestino e um cordel da autora Marion Villas Boas. A proposta principal é entender de que forma essas expressões da tradição popular carregam valores culturais e religiosos que fazem parte do imaginário brasileiro. Por meio de uma leitura semiótica, o estudo observa os símbolos, as estruturas e os sentidos que percorrem as duas versões, destacando o que permanece, o que muda e o que nos diz sobre a narrativa popular. A pesquisa fundamenta-se nos modelos narrativos propostos por Greimas, Propp, Larivaille e Cristina Macário Lopes, com o intuito de analisar as funções actanciais, a caracterização dos papéis das personagens e os mecanismos estruturais que organizam e sustentam o enredo de cada relato.