Felicidade enquanto fenómeno "EMERGENCE"
DOI:
https://doi.org/10.37334/eras.v16i4.350Palavras-chave:
Felicidade, Interações, cocriação de valor, ecossistema complexo de serviço públicoResumo
As organizações públicas enfrentam contextos gradativamente complexos e dinâmicos, exigindo abordagens mais flexíveis, colaborativas e centradas nas interações entre múltiplos atores. A integração de perspetivas como os sistemas complexos e a lógica dominante do serviço permite compreender a felicidade como um fenómeno emergente, cocriado em redes relacionais e adaptativas. Neste enquadramento, a felicidade não surge como um resultado ou estado estático, mas como um processo contínuo, dinâmico e interativo, construído ao longo das experiências e relações. Afasta-se, assim, de uma visão redutora associada apenas ao bem-estar momentâneo, assumindo-se como um caminho vivido, marcado pela complexidade, incerteza e transformação. A reflexão proposta explora fundamentos filosóficos e conceptuais que sustentam esta perspetiva, evidenciando a felicidade como elemento estruturante e gerador de valor nas organizações públicas, enquanto experiência partilhada que dá sentido às práticas, às relações e aos propósitos coletivos.