Felicidade enquanto fenómeno "EMERGENCE"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37334/eras.v16i4.350

Palavras-chave:

Felicidade, Interações, cocriação de valor, ecossistema complexo de serviço público

Resumo

As organizações públicas enfrentam contextos gradativamente complexos e dinâmicos, exigindo abordagens mais flexíveis, colaborativas e centradas nas interações entre múltiplos atores. A integração de perspetivas como os sistemas complexos e a lógica dominante do serviço permite compreender a felicidade como um fenómeno emergente, cocriado em redes relacionais e adaptativas. Neste enquadramento, a felicidade não surge como um resultado ou estado estático, mas como um processo contínuo, dinâmico e interativo, construído ao longo das experiências e relações. Afasta-se, assim, de uma visão redutora associada apenas ao bem-estar momentâneo, assumindo-se como um caminho vivido, marcado pela complexidade, incerteza e transformação. A reflexão proposta explora fundamentos filosóficos e conceptuais que sustentam esta perspetiva, evidenciando a felicidade como elemento estruturante e gerador de valor nas organizações públicas, enquanto experiência partilhada que dá sentido às práticas, às relações e aos propósitos coletivos.

Biografia Autor

Maria Margarida Mello Carvalho, Câmara Municipal de Olhão

Atualmente a exercer funções de dirigente no serviço de recursos humanos da câmara municipal  de olhão, com um percurso profissional com mais de 35 anos na administração pública. Licenciada em filosofia, mestre e doutorada em gestão e pósgraduada em recursos humanos e ciências da informação e documentação. Autora de vários artigos científicos no âmbito da literacia informacional, pensamento crítico, gestão das organizações.

Publicado

2025-12-30